MOSTRA SESC DE CINEMA
A IX Mostra Sesc de Cinema – Panorama Rio de Janeiro reúne diferentes olhares sobre o Brasil contemporâneo, em narrativas que atravessam territórios, memórias, identidades e relações humanas.
Entre ficção, documentário e animação, os filmes revelam histórias de resistência, pertencimento e transformação, dando visibilidade a vozes, experiências e realidades diversas. São obras que percorrem as cidades, as periferias, os territórios tradicionais e os espaços de afeto, abordando questões como ancestralidade, desigualdade, justiça, representatividade e os múltiplos sentidos de existir e conviver.
Mais do que retratar o mundo, o cinema aqui se apresenta como espaço de escuta, reflexão e reinvenção, ampliando perspectivas e aproximando o público da diversidade de histórias que compõem a sociedade brasileira.
FICHA TÉCNICA | PANORAMA RIO DE JANEIRO – XI MOSTRA SESC DE CINEMA
REALIZAÇÃO
Sesc RJ
PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO | FECOMÉRCIO RJ
Antonio Florencio de Queiroz Junior
DIRETORA REGIONAL
Regina Pinho
DIRETOR DE PROGRAMAS SOCIAIS
Regina Pinho
DIRETOR ADMINISTRATIVO FINANCEIRO
Luiz Assumpção Paranhos Velloso Junior
DIRETOR DE INFRAESTRUTURA E ENGENHARIA
Fabio Soares
DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E MARKETING
Heber Moura
GERÊNCIA DE CULTURA
Christine Braga | Gerente
Fabiana Vilar | Coordenadora Técnica
Ara Nogueira | Analista de Audiovisual
Leandro Luz | Analista de Audiovisual
CURADORIA E PROGRAMAÇÃO
Cynthia Lack | Analista de Cultura do Sesc Nova Friburgo
Gleyser Ferreira | Curadora convidada
Hussan Fadel Silvestre | Analista de Cultura do Sesc Três Rios
Leandro Luz | Analista de Audiovisual
Marcelle Pontes | Analista de Cultura do Sesc Copacabana
Rodrigo Caê | Analista de Cultura do Sesc Ramos
Valdomiro Meireles | Analista de Cultura do Sesc Nova Iguaçu
Wagner Bettero | Analista de Audiovisual do Departamento Nacional – Sesc
Confira abaixo a programação completa.
FILME-COPACABANA + AMULETO
105 min. Livre.
Um Rio de gente.
Gente de todo tipo, muitos jeitos, muitas vidas, tantas perspectivas e maneiras de contar a história. Do cotidiano de Copacabana às histórias e memórias de Duque de Caxias, muitos Rios afluem nesse território plural, feito de gente. Uma cidade, muitas cidades. “Amuleto” e “Filme-Copacabana” olham para essas cidades a partir de quem as vive. Para além das imagens que aprendemos a reconhecer, encontram a vida comum: gente que trabalha, atravessa e é atravessada pelo Rio. Gente que cria, observa, que tem memória, conta história e faz poesia. Mas há diferenças entre esses Rios. Diferenças duras, desigualdades cruas, lembranças e histórias que ocupam o centro e outras tantas que permanecem por trás das câmeras. É ali que os dois filmes se encontram com o Rio: no gesto de olhar outra vez. Um Rio de Janeiro despido do cartão-postal, revelado por sua gente. Porque talvez o Rio, para seduzir, basta estar vivo. Pulsar. Uma cidade para ser vista, vivida e experimentada. Uma cidade feita de gente. Um Rio de gente.
FILME-COPACABANA
Direção de Sofia Leão. Brasil. 2025. Documentário. 12 min. Livre. Em mp4. Uma jovem senta-se em uma cadeira de praia em uma calçada movimentada de Copacabana e, como se estivesse diante de uma tela de cinema, assiste ao que está a sua frente: uma sinfonia urbana tropical.
AMULETO
Direção de Heraldo HB e Igor Barradas. Brasil. 2025. Documentário. 93 min. Livre. Em mp4. Amuleto revela a história do cinema brasileiro pela perspectiva de Duque de Caxias. Mostra como Chico Santos, Erley José e Severino Dadá criaram com Nelson Pereira dos Santos “O Amuleto de Ogum” (1975). O documentário expõe disputas de classe no audiovisual e demonstra como a periferia não só foi representada, mas produziu cinema contra todas as probabilidades, transformando Caxias em coração criativo de uma obra que desafiou estruturas de poder.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 07/11, 15h30.
- Barra Mansa: 07/11, 15h.
- Centro Cultural Sesc Quitandinha: 12/11, 15h.
- Cocotá: 28/11, 15h.
- Copacabana: 25/11, 16h.
- Duque de Caxias: 06/11, 10h.
- Nova Friburgo: 06/11, 19h.
- Nova Iguaçu: 03/11, 9h30; 12/11, 18h; 24/11, 18h*.
*Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Filme-Copacabana” e “Amuleto”. - Ramos: 04/11, 15h.
- São Gonçalo: 26/11, 15h.
- Teresópolis: 05/11, 18h.
- Tijuca: 11/11, 17h.
- Três Rios: 07/11, 15h30.
- Valença: 05/11, 20h
GIRA + CHEIRO DE DIESEL
102 min. 12 anos.
Deixa girar.
Na passarela da ficção e do documentário, todos os olhos se voltam para o Rio de Janeiro. Quando a câmera aponta para a vida urbana, vibram a dura vida cotidiana e a magia que ocupa os intervalos entre o café da manhã no boteco da esquina e o tempo que se leva no transporte público para se locomover do trabalho de volta à casa. O curta-metragem “Gira” retrata um personagem comum da sociedade brasileira – o policial militar -, e propõe um deslocamento desse corpo rumo à espiritualidade e à autodescoberta. Já “Cheiro de Diesel”, longa-metragem que encerra a sessão, se impõe como um relato histórico da ocupação das favelas do Rio pelas Forças Armadas durante a preparação e a realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo de Futebol na cidade. Entre a Pequena África e o Complexo da Maré, ambos os filmes operam um olhar crítico sobre as figuras de autoridade no campo da segurança pública carioca.
GIRA
Direção de Maiara Líbano. Brasil. 2025. Ficção. 19 min. 12 anos. Em mp4. Quando um policial negro encontra suas raízes ancestrais, tudo muda. O encontro entre o soldado Leandro de Jesus e um misterioso andarilho traz uma magia para a região da Pequena África no Rio de Janeiro.
CHEIRO DE DIESEL
Direção de Gizele Martins e Natasha Neri. Brasil. 2025. Documentário. 83 min. 10 anos. Em mp4. Cheiro de Diesel retrata os traumas coletivos da militarização das favelas do Rio de Janeiro ocupadas pelas Forças Armadas durante os megaeventos esportivos. A partir de vozes de dentro das favelas, o filme documenta a luta por justiça e reparação de vítimas de violações de direitos humanos.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 28/11, 15h30.
- Barra Mansa: 14/11, 15h.
- Centro Cultural Sesc Quitandinha: 11/11, 15h.
- Duque de Caxias: 06/11, 14h.
- Madureira: 05/11, 15h.
- Nova Friburgo: 18/11, 19h*.
*Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Gira” e “Cheiro de Diesel”. - Nova Iguaçu: 03/11, 14h; 17/11, 9h30; 26/11, 18h.
- São Gonçalo: 5/11, 15h.
- Teresópolis, 12/11, 18h.
- Tijuca: 11/11, 19h.
- Três Rios: 14/11, 15h30.
- Valença: 12/11, 20h.
DJA GUATA PORÃ + PAU D'ARCO
104 min. 10 anos.
Em defesa dos nossos direitos.
Os documentários “Dja Guata Porã” e “Pau d’Arco” apresentam realidades distintas que culminam em reflexões sobre o direito à terra e à justiça. Por meio de relatos e imagens carregados de significados, “Dja Guata Porã” mostra a resistência e a identidade de povos indígenas do Rio de Janeiro expulsos de suas terras, revelando histórias, memórias e saberes, reafirmando que a presença indígena permanece viva, forte e essencial na construção da nossa sociedade. “Pau d’Arco”, por sua vez, se concentra em dois personagens ligados à luta pela terra e pela garantia dos direitos humanos: Fernando, trabalhador rural sobrevivente da chacina que matou dez trabalhadores sem-terra no Pará, e José Vargas, advogado de Fernando e outros sem-terra, que com imensa coragem, mesmo com sua vida e de sua família em risco, luta para que a justiça e a verdade prevaleçam. Com muita potência e sensibilidade, a obra indica que, mesmo contra todas as adversidades, a busca por verdade, dignidade e justiça continua florescendo tal como o pau-d’arco.
DJA GUATA PORÃ
Direção de Mariana Costa, Camila Bevilaqua e Priscila Martins. Brasil. 2025. Documentário. 15 min. Livre. Em mp4. Dja Guata Porã, que na língua Guarani significa “caminhar bem juntos”, é um curta-documentário sobre a criação de uma horta indígena de plantas medicinais cultivada dentro de um conjunto habitacional no centro do Rio de Janeiro, exatamente no local onde antes existia a primeira prisão do Brasil. Liderada por Niara do Sol e Dauá Puri, os moradores se unem para criar um espaço de transmissão de saberes tradicionais indígenas, pensado não apenas para os seres humanos, mas também para seus colaboradores não humanos. Mais do que uma horta, o espaço se torna um gesto de resistência indígena urbana, onde memória, território e cuidado com a vida são cultivados coletivamente. Filmado entre 2019 e 2021, o filme revela as vozes sábias e frequentemente bem-humoradas daqueles que cuidam desse espaço vivo.
PAU D’ARCO
Direção de Ana Aranha. Brasil. 2025. Documentário. 89 min. 10 anos. Em mp4. Depois de sobreviver à chacina em que a polícia matou 10 trabalhadores sem-terra, a principal testemunha do crime e seu advogado lutam por justiça e pelo direito à terra. Ao seguir seus passos por sete anos na Amazônia Paraense, acontecimentos chocantes indicam uma possível tentativa de encobrir o crime.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 14/11, 15h30*.
*Sessão seguida de debate com a equipe do filme “Pau d’Arco”. - Campos: 25/11, 19h.
- Centro Cultural Sesc Quitandinha: 10/11, 15h.
- Nova Friburgo: 13/11, 19h.
- Nova Iguaçu: 03/11, 18h; 17/11, 14h; 26/11, 14h.
- São Gonçalo: 12/11, 10h.
- Teresópolis: 19/11, 18h.
- Tijuca: 04/11, 19h.
WINDOWS 51 + PROTEÇÃO
123 min. 14 anos.
Masculinidades Plurais.
As imagens a seguir retratam personagens que se rebelam sem mascarar suas vulnerabilidades, através do afeto e que denunciam com seus próprios corpos a violência imposta às suas comunidades, contrapondo a estereotipia demarcada pela mídia tradicional sobre o que seria a tal da masculinidade. “Windows 51” revela como a tensão migratória do Nordeste para Baixada Fluminense, a pressão pela ascensão social, o distanciamento da terra natal e a cultura da embriaguez propiciam a evolução de doenças psicológicas como o alcoolismo, afetando milhares de famílias brasileiras, sobretudo homens, que representam mais de 85% das internações por uso excessivo de álcool. Apesar dos dilemas sociais, o curta opta por imagens de arquivo pessoal reivindicando a humanidade sensível e complexa de José Inácio que vive com o alcoolismo, a partir de relatos e fotografias de seu afilhado, recriando memórias familiares e sobre o território que vivem a fim de revisitar a ternura cômica de José, para além da dor. “Proteção” é um longa de ficção científica que se passa em um Brasil distópico, onde pessoas negras organizam-se junto à ciência para não serem mais o alvo central da política de extermínio. Como plano de fundo, a relação entre pai e filho – ambos cientistas negros – com a luta política e suas memórias não ditas, conduzem as camadas mais profundas da trama, enquanto o país busca a cura de uma doença que assola apenas as pessoas de pele clara.
WINDOWS 51
Direção de Sandro Garcia. Brasil. 2026. Documentário. 15 min. Em mp4. Das janelas de minha casa, eu vejo tudo. A casa onde eu nasci, minha rua e José Inácio da Silva Filho, meu padrinho alcoólatra.
PROTEÇÃO
Direção de Alberto Sena. Brasil. 2026. Ficção. 108 min. Em mp4. Após a morte de seus pais, o biomédico Tarik (Rei Black) retorna ao Brasil. Ao tentar salvar a vida de um velho amigo ele acaba colocando em risco a sua carreira e se vê em uma guerra que nunca imaginou existir e para a qual não está preparado.
UNIDADES:
- Centro Cultural Sesc Quitandinha: 25/11, 15h.
- Copacabana: 17/11, 19h.
- Duque de Caxias: 13/11, 10h*.
*Sessão seguida de debate com a equipe do filme “Windows 51”. - Nova Iguaçu: 10/11, 9h30; 19/11, 9h30.
- São Gonçalo: 28/11, 16h*.
*Sessão seguida de debate com a equipe do filme “Proteção”. - Teresópolis: 26/11, 18h.
- Tijuca: 04/11, 17h.
SAMBA INFINITO + CADERNOS NEGROS
88 min. Livre.
Poéticas Negras: do Samba à Literatura
Entre o samba que atravessa as ruas e a literatura que atravessa gerações, esta sessão aproxima duas obras que olham para a experiência negra no Brasil a partir de diferentes formas de expressão. Em “Samba Infinito”, o carnaval carioca é cenário de encontros, perdas e afetos. Entre a festa e a dor, o filme revela a vida que pulsa para além da folia. Com participação especial de Gilberto Gil e Camila Pitanga, o filme abre alas para o samba como instrumento de poesia e afeto. Já “Cadernos Negros”, nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus, conta a história da série literária homônima, criada em 1978, por um grupo de escritores negros, em São Paulo. Até hoje, mais de 300 autores negros publicaram nos Cadernos. Abrilhantam este documentário grandes nomes da literatura contemporânea brasileira como Conceição Evaristo, Cuti, Oswaldo de Camargo, Esmeralda Ribeiro, Miriam Alves, Márcio Barbosa e Cosme Nascimento.
SAMBA INFINITO
Direção de Leonardo Martinelli. Brasil. 2025. Ficção. 15 min. Em mp4. Durante o Carnaval carioca, um gari enfrenta o luto pela perda da irmã enquanto cumpre suas obrigações de trabalho. Em meio à folia dos blocos de rua, ele encontra uma criança perdida e decide ajudá-la.
CADERNOS NEGROS
Direção de Joel Zito Araújo. Brasil. 2025. Documentário. 73 min. Em mp4. Cadernos Negros, nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus, conta a história da série literária homônima criada em 1978 por escritores em São Paulo dentro do CECAN, Centro de Cultura e Arte Negra. A série, que lançou o número 45 em 2024, surge em um momento crucial, quando a população negra buscava espaço e representatividade em diversas esferas da sociedade brasileira. O Quilombhoje, grupo responsável pela iniciativa, propõe o debate sobre o apagamento do negro e sua representação distorcida na literatura brasileira. Até hoje mais de 300 autores negros publicaram em Cadernos Negros.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 21/11, 13h45*.
*Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Samba Infinito” e “Cadernos Negros”. - Campos: 04/11, 19h.
- Centro Cultural Sesc Quitandinha: 24/11, 15h.
- Cocotá: 20 e 21/11, 15h.
- Copacabana: 18/11, 16h.
- Duque de Caxias: 13/11, 14h.
- Madureira: 12/11, 15h.
- Nova Friburgo: 27/11, 19h.
- Nova Iguaçu: 10/11, 14h; 19/11, 14h; 20/11, 11h.
- Ramos: 11/11, 15h.
- São Gonçalo: 7/11, 16h; 5/11, 10h.
- São João de Meriti: 19/11, 18h30.
- Tijuca: 18/11, 17h.
- Três Rios: 21/11, 15h30.
- Valença: 19/11, 20h.
SALVE, RAINHA! + A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO
91 min. 12 anos.
Sobre retornos.
O que leva alguém a voltar para algum lugar? No curta-metragem “Salve, Rainha!”, os diretores Estevão Ribeiro e Fabio Carvalho narram uma história comum de alguém que retorna à casa depois de muito tempo. Quais os códigos permanecem sendo compartilhados entre quem um dia foi – e agora volta – e quem ficou, nunca saiu? A comunidade estremece com esse retorno, e o filme estremece junto com sua personagem. Embora fale a respeito de um assunto parecido, “A Fabulosa Máquina do Tempo” aposta na coletividade e na fabulação para estabelecer um diálogo estreito entre o documentário e a ficção. A diretora Eliza Capai reencontra um município no sertão do Piauí e tira um retrato de seus habitantes, sobretudo jovens mulheres entre a infância e a adolescência.
SALVE, RAINHA!
Direção de Estevão Ribeiro e Fabio Carvalho. Brasil. 2026. Ficção. 19 min. 12 anos. Em mp4. Uma mulher trans volta à vila onde nasceu no Espírito Santo.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO
Direção de Eliza Capai. Brasil. 2026. Documentário. 72 min. 12 anos. Em mp4. No sertão do Piauí, meninas de 10 anos navegam entre TikTok, cultos evangélicos e sonhos de futuro. Ao inventarem uma máquina do tempo, revisitam as histórias duras de suas mães e avós, marcadas pela pobreza e desigualdade, e viajam para um futuro onde se enxergam livres e realizadas. Entre brincadeiras e fabulação, elas questionam o que significa se tornar mulher. Um filme sobre o delicado limiar entre infância e adolescência, narrado por quem ainda está vivendo essa travessia.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 21/11, 15h30.
- Copacabana: 18/11, 19h.
- Madureira: 19/11, 15h.
- Nova Iguaçu: 10/11, 18h; 19/11, 18h; 26/11, 9h30.
- Ramos: 25/11, 15h*.
*Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Salve, Rainha!” e “A Fabulosa Máquina do Tempo”. - São Gonçalo: 19/11, 15h.
- Tijuca: 18/11, 19h.
PRESÉPIO + FOGO NOS MACACOS + NO CORAÇÃO DO SOL + ÀS COMPRAS
77 min. 10 anos.
Afetos, conflitos e laços familiares
Em diferentes contextos, as relações familiares se revelam como espaços de afeto, mas também de conflitos, silêncios, memórias e transformações. Os quatro filmes deste programa partem de situações cotidianas para acompanhar personagens diante de escolhas, reencontros e despedidas. Em “Presépio”, uma celebração de Natal faz emergir tensões sobre violência e valores familiares. “Fogo nos Macacos” transforma uma viagem de família em um mergulho por ressentimentos, traumas e conflitos intergeracionais. Em “No Coração do Sol”, mãe e filho compartilham o trabalho e a vida na periferia de São Gonçalo enquanto enfrentam uma separação iminente. Já “Às Compras” revisita lembranças de mãe e filho, fazendo do reencontro uma possibilidade de reparação. Reunidas, as obras apresentam diferentes configurações da família brasileira e mostram como o cotidiano pode abrir caminhos para a escuta, o confronto e a reconstrução dos vínculos.
PRESÉPIO
Direção de Felipe Bibian. Brasil. 2025. Ficção. 18 min. 10 anos. Em mp4. No Natal, Dejair tenta convencer sua família do absurdo que é dar uma arma para uma criança.
FOGO NOS MACACOS
Direção de Clementino Jr. e Daiana de Souza. Brasil. 2025. Ficção. 20 min. Livre. Em mp4. Henrique e Débora pegam a estrada com o pequeno Juninho para apresentá-lo ao avô na capital, mas o reencontro logo revela velhos ressentimentos e traumas de uma família negra. Entre fraldas, silêncios e suco de laranja coado, a gota d’água são macacos.
NO CORAÇÃO DO SOL
Direção de Lippe Santana. Brasil. 2025. Ficção. 24 min. 10 anos. Em mp4. No Coração do Sol narra a história de Edna e Júnior, uma mãe e um filho que enfrentam os desafios diários da vida na periferia de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
ÀS COMPRAS
Direção Luiz Guilherme Assis. Brasil. 2025. Ficção. 15 min. Livre. Em mp4. As memórias de um dia de compras de uma família tradicional brasileira composta apenas por mãe e filho são o principal assunto durante o almoço de reencontro entre Osíris e Denise. Após anos afastado da mãe, Osíris quer recuperar o tempo perdido e retribuir tudo que Denise fez por ele no passado.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 14/11, 13h45.
- Copacabana: 24/11, 19h.
- Duque de Caxias: 27/11, 10h.
- Nova Iguaçu: 12/11, 9h30; 24/11, 9h30.
- Ramos: 18/11, 15h.
- São Gonçalo: 12/11, 15h; 21/11, 16h.
- São João de Meriti: 26/11, 18h30.
- Tijuca: 25/11, 19h*.
*Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Presépio”, “Fogo nos Macacos” e “Às Compras”. - Três Rios: 28/11, 15h30.
- Valença: 26/11, 20h.
OUTROS SANTOS + KLAUSTROFOBIA + NO FIM DO DÉJÀ VU + AKAJUTIBIRÓ
81 min. 16 anos.
Mistérios e Segredos.
Quatro filmes que se entrelaçam em mistérios e segredos. Histórias tão diferentes que se revelam pelas entrelinhas. “Outros Santos” mistura música e terror enquanto desbrava histórias que muitos querem apagar. Uma banda de rock e paisagens naturais se entrelaçam numa narrativa hipnótica. “Klaustrofobia” é uma obra envolta em mistério que deixa o espectador atento ao próximo passo, como num jogo de xadrez. Aliás, o que poderia acontecer numa noite de trabalho de uma babá com uma criança? Falando em criança, “No Fim do Dejavu”, mostra um pai numa corrida contra o tempo para encontrar seu filho desaparecido durante um momento de lazer. Um conto sobre ancestralidade e a busca de dias melhores. A importância da terra, da vida em comunidade e dos encantados é o foco do documentário “Akajutibiró”. De forma sensível, apresenta o modo de vida do povo Potiguara que equilibra sua relação com a Mãe Terra com respeito e esperança.
OUTROS SANTOS
Direção de Jorge Polo e Guilherme Souza. Brasil. 2026. Ficção. 24 min. 16 anos. Em mp4. Um geólogo estuda as formações rochosas de uma praia em Búzios, onde podem ser encontrados vestígios da formação do Atlântico. Em um tempo sobreposto, uma banda permanece no mesmo local, que carrega o nome de um traficante de escravizados. As configurações naturais e históricas desses espaços são agitadas em uma espiral de som, sangue, palavras e deslocamentos pela paisagem costeira.
KLAUSTROFOBIA
Direção de João Londres. Brasil. 2025. Ficção. 19 min. 14 anos. Em mp4. Em uma antiga mansão no Rio de Janeiro, Livia, uma babá inexperiente, é encarregada de cuidar de Klaus, um menino de 9 anos, ao longo de uma noite. O que começa como uma simples tarefa se transforma em uma história gótica de segredos e suspense.
NO FIM DO DÉJÀ VU
Direção de João Pedro Oliveira. Brasil. 2025. Ficção. 19 min. 10 anos. Em mp4. Na cidade partida, onde beleza e caos se entrelaçam, Fabrício, um jovem artista plástico, tenta driblar o destino que historicamente assola a trajetória de jovens negros, o crime. Motivado pelos conselhos espirituais de Dona Sandra, sua avó, o jovem artista apoiado por seus amigos Gabriel e Kellynha decide abandonar o tráfico de drogas do Morro da Prata. Na tentativa de redesenhar a sua vida e oferecer a seu filho um futuro diferente do passado que o aflige, ele torna a arte seu sustento, mas no meio do caminho é atravessado de forma inusitada pelo misterioso desaparecimento de seu filho num festival de pipa. Lutando contra o tempo, Fabrício recorre à sua ancestralidade para que sua família e, principalmente, seu filho, não sofram com as consequências de suas atitudes.
AKAJUTIBIRÓ
Direção de João Irineu Potiguara. Brasil. 2026. Documentário. 19 min. Livre. Em mp4. Em um mergulho sobre as múltiplas dimensões do território do povo Potiguara, o curta documental Akajutibiró revela caminhos da cultura, dos saberes e da ancestralidade indígena na região do Litoral Norte da Paraíba. O filme narra traços culturais do povo Potiguara (sua cosmovisão, sua luta histórica para estar em seu território, suas comidas, a pesca, seus rituais, sua relação com a Natureza e os ancestrais. A produção é um convite à esperança e ao fortalecimento de uma outra sociabilidade ancorada na interdependência equilibrada entre natureza e cultura, tão necessária na era dos riscos advindos do antropoceno, que ameaçam os povos originários e toda a sociobiodiversidade da Mãe Terra.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 28/11, 13h45.
- Campos: 18/11, 19h.
- Copacabana: 25/11, 19h*.
*Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Outros Santos”, “Klaustrofobia”, “No Fim do Déjà Vu” e “Akajutibiró”. - Madureira: 26/11, 15h.
- Nova Iguaçu: 12/11, 14h; 24/11, 14h.
- São Gonçalo: 26/11, 10h.
- Tijuca: 25/11, 19h.
BAÚ + PELO QUE FOI + ESPERANÇA + PIPA E AS RUÍNAS DO TESOURO
64 min. Livre.
Uma aventura com o cinema.
Nesta sessão, convidamos crianças e jovens a atravessarem diferentes tempos, lugares e imaginários, em histórias que falam de memória, amizade, descobertas e esperança através do Cinema. Em “Baú”, objetos e lembranças abrem caminhos para a imaginação e para novas descobertas, tornando o impossível, possível ao ser compartilhado. “Pelo Que Foi” olha para o passado com delicadeza, transformando memórias e experiências em reflexões. Já “Esperança” traz para a sessão um olhar sensível sobre a capacidade de seguir em frente, mesmo diante das dificuldades. Por fim, encerrando a sessão, “Pipa e as Ruínas do Tesouro” conduz o público por uma aventura repleta de mistério, descobertas e fantasia.
BAÚ
Direção de Matheus Seabra e Vini Romadel. Brasil. 2025. Ficção. 19 min. Livre. Em mp4. Lucas é um menino cheio de coragem e imaginação que parte em uma missão fantástica até a misteriosa Ilha da Esfinge. Lá, ele tentará desvendar o segredo de um baú mágico deixado por ninguém menos que a lendária Capitã Deise. Com a ajuda do fabuloso Pirata Barba Florida, ele vive uma jornada repleta de aventuras e mistérios, que o leva não apenas ao tesouro, mas também a profundas descobertas sobre si mesmo.
PELO QUE FOI
Direção de Julia Leite, Luís Fanzeres, Marcela Lesniczki e Rafael Sabioni. Brasil. 2025. Animação. 8 min. Livre. Em mp4. Em uma noite solitária, uma menina em busca de seu cachorro desaparecido é transportada para um mundo mágico, onde reencontra seu amigo em uma forma inesperada. Enquanto explora esse reino lúdico, ela confronta memórias de sua vida.
ESPERANÇA
Direção de Amora Moreira e Marcelo Pereira. Brasil. 2026. Ficção. 14 min. Livre. Em mp4. Esperança acompanha a história de uma menina negra de 12 anos que sonha em se tornar jogadora de futebol profissional na periferia do Brasil. Enfrentando exclusão em campo e resistência em casa, ela encontra força no legado de sua avó e dá o primeiro passo rumo a um futuro próprio.
PIPA E AS RUÍNAS DO TESOURO
Direção de Pedro Dias Lemos. Brasil. 2025. Ficção. 23 min. Livre. Em mp4. Uma avó conta para seus três netos a lenda das crianças que partiram em busca do tesouro perdido da Igreja de São José da Boa Morte. Eles se imaginam vivendo essa história.
UNIDADES:
- Arte Sesc: 07/11, 13h45.
- Campos: 11/11, 19h.
- Centro Cultural Sesc Quitandinha: 10, 11, 12, 24 e 25/11, 10h.
- Cocotá: 7/11, 15h; 20 e 21/11, 10h30.
- Copacabana: 17/11, 11h* e 24/11, 11h**.
*Sessão seguida de debate com a equipe do filme “Pelo Que Foi”.
**Sessão seguida de debate com as equipes dos filmes “Baú” e “Esperança”. - Duque de Caxias: 27/11, 14h.
- Madureira: 21/11, 15h.
- Nova Friburgo: 20 e 27/11, 15h.
- Nova Iguaçu: 05/11, 9h e 14h; 08/11, 14h30; 20/11, 16h; 22/11, 14h30.
- São Gonçalo: 01, 08, 15, 22 e 29/11, 14h; 19/11, 10h.
- São João de Meriti: 05/11, 14h30; 08/11, 13h; 15/11, 13h; 26/11, 14h30.
